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Estudos preliminares realizados pela Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet) indicam que a reciclagem das embalagens pet no Brasil teve um crescimento de 18,6% em 2007, na comparação com o ano anterior. Os cálculos feitos pela entidade mostram que 230 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente adequada, acima das 194 mil toneladas registradas em 2006.
A quantidade do produto que teve a destinação correta em 2007 corresponde a 53,2% das 432 mil toneladas de novas embalagens que foram produzidas. A estimativa é considerada conservadora pela indústria e poderá ser confirmada a partir da quarta edição do Censo da Reciclagem de Pet no Brasil, a ser realizado junto aos recicladores de todo o País.
"Os números indicam que o caminho natural do pet é a reciclagem. Mas ainda faltam políticas públicas consistentes que promovam a coleta seletiva do lixo nas cidades", afirma o presidente da Abipet, Alfredo Sette. O executivo lembra que, apesar do crescimento da reciclagem nos últimos 14 anos, o setor é capaz de reciclar um volume 30% superior ao atual, sem a necessidade de qualquer investimento. "Isso mostra que a indústria está pronta para absorver eventuais aumentos superiores aos que foram verificados até o momento. Ao contrário do que pode parecer, existe falta de pet para ser reciclado no mercado", conclui o executivo.
O pet reciclado é utilizado principalmente pela indústria têxtil, que consome aproximadamente 50% do material para a fabricação de fios e fibras de poliéster. Com a matéria-prima resultante da reciclagem de duas garrafas de dois litros, por exemplo, é possível fazer uma camiseta. Mas o produto também é utilizado na fabricação de outros materiais, tais como cordas, vassouras, tubos e até novas embalagens, entre vários outros.
Desde a sua fundação, em 1995, a Abipet tem uma atuação focada na difusão de informações sobre a coleta e destinação adequada das embalagens pet no Brasil. Por meio dessas ações de conscientização junto a consumidores, catadores e recicladores, a reciclagem do material cresceu 14 vezes no período de 1994 a 2007. O índice é muito superior ao aumento do uso de embalagens novas, para todos os fins, que no mesmo período cresceu quatro vezes. Ao ser coletada, a embalagem pet colabora com o meio ambiente, diminuindo seu descarte indiscriminado. Além dessa vantagem, a reciclagem da embalagem pet, segundo Avaliação de Ciclo de Vida realizada pelo Cetea, em comparação com a garrafa de material virgem, implica na economia de 97% de energia e 86% de água, redução de 53% nos resíduos industriais e diminuição de 98% nas emissões de gás carbônico. Ainda elimina 96% das emissões de óxido de nitrogênio e 92% das emissões de monóxido de carbono. Fonte: www.bolsafiep.com.br |